29/09/11

O amor romântico está em extinção



O pensamento da psicanalista e escritora carioca Regina Navarro Lins não se dobra à patrulha das normas pré-estabelecidas. Para ela, os valores tradicionais de relacionamento não estão dando mais respostas satisfatórias e, com isso, se abre espaço para descobrirmos uma nova forma de viver. "No futuro próximo, cada vez mais pessoas vão preferir se relacionar com várias outras a se fechar numa relação a dois", diz. Ela afirma, ainda, que o mais importante é cada pessoa viver como quiser, seja numa relação tradicional, seja numa relação aberta.

Entre 2000 e 2009, o site de sua autoria, Cama na Rede, foi tomado por desabafos, conselhos e muita polêmica. Os depoimentos dos internautas, aliados às análises da psicanalista, dão subsídio para seus mais recentes livros, Se eu Fosse Você... Uma Reflexão sobre as Experiências Amorosas e A Cama na Rede - O que os Brasileiros Pensam sobre Amor e Sexo, ambos publicados pela editora BestSeller.
Entenda, a seguir, por que a escritora é considerada por muitos uma mulher à frente de seu tempo.

A pesquisa que originou seus mais recentes livros aponta a direção no que diz respeito ao comportamento dos brasileiros nas áreas da afetividade e do sexo?
Estamos no meio de um processo de profunda mudança das mentalidades. Os valores tradicionais de relacionamento não estão dando mais respostas satisfatórias e, com isso, se abre um espaço para descobrirmos novas formas de viver. No futuro próximo, cada vez mais pessoas vão preferir se relacionar com várias outras a se fechar numa relação a dois. O mais importante é que hoje cada um pode viver como quiser, seja numa relação monogâmica tradicional, seja numa relação aberta. Não existe mais um modelo preestabelecido que aniquila as singularidades.

28/09/11

Por que gostamos de ver um pornô



Sempre acionei minha mente criativa na hora de ter um orgasminho despretensioso. Alugar ou comprar DVD pornô não é coisa de moça. Mas, com o advento da putaria na internet, tudo ficou como prometem 99 de 100 anúncios publicitários: a um clique de você. Seria eu doente? Seríamos todos como o Gerson Gouveia de Passione? Vovô estaria me vendo fazer isso do céu? Minha vizinha estaria ouvindo os gemidos da russa mesmo estando eu de fones de ouvido? Fecho todas as frestas da janela. Apago a luz. Me sinto péssima depois. Vocês, rapazes, não sabem quanto de culpa, de insegurança e de dúvidas permeia as veias de uma mulher. Não tem a ver com nossa primeira comunhão. É mais profundo: tem a ver com o fato de sermos pessoas com útero, ovários e trompas. Algo dentro do mais profundo de nossa cachola grita, como uma mãe natureza histérica: seja limpa!

Por mais que eu escolha os vídeos amadores que prometem uma trepadinha inocente entre namorados (ela com seios verdadeiros e um pouco de barriga, ele com um pinto como o seu e o de seu vizinho e sem óleo pra deixar o abdômen brilhante), e não os que anunciam jebas mirabolantes, duplas penetrações, festinhas esburacadas (onde é que esse povo arruma tanto buraco?), animais, sodomizações… — eu ainda me sinto culpada.

22/09/11

Aproveite o Dia do Amante

22 de setembro não é um dia qualquer no calendário: na data é comemorado o "Dia do Amante", ocasião que lembra não apenas as pessoas em relações extraconjugais, mas os envolvimentos amorosos em geral. Para aproveitar o dia e criar um clima especial, separamos dez dicas para apimentar o sexo e aumentar a intimidade do casal:

 1. GPS do prazer feminino

 Quais são as áreas mais sensíveis do corpo das mulheres e como estimular cada uma

 2. GPS do prazer masculino

Homens também têm muitas áreas sensíveis: saiba como explorar pontos estratégicos

 3. Como enlouquecer um homem na cama

Como sair da rotina, impressionar e aumentar a diversão a dois

Perfume sob encomenda



Ter alquimistas a serviço de sua marca pessoal é sofisticação moderna comparada apenas à dos antigos faraós, cujos sacerdotes criavam óleos especiais para refrescá-los do calor do Egito, nos idos de 2.000 a.C. Muito antes da arte da perfumaria imortalizar-se no renascentismo francês.

Atualmente, as fragrâncias sob encomenda são produzidas por perfumistas requisitados, como JoAnne Bassett, Lyn Harris, Laurice Rahme, os laboratórios L´Art Olfactif e Fueguia, e o francês Nicolas de Barry, sociólogo e cientista político que iniciou sua carreira no Brasil como perfumista de celebridades do jet set nacional e hoje atende a famílias reais na França.

Cada especialista segue um método para desenvolver suas fragrâncias personalizadas. Barry, por exemplo, comprou o Castelo de Frileuse, na região de Blois, no Vale do Loire (França), para hospedar seus clientes e dar-lhes tempo para conhecer e experimentar as diferentes famílias de perfumes e óleos essenciais de suas fragrâncias 100% naturais. Entre elas, notas raras de Madeira de Agar, Rosa de Grasse e de Criméia e Ylang de Mayotte.

É lá também que ele trabalha em seu ateliê e jardim de aromas. Algumas semanas depois do encontro, Barry apresenta a primeira mostra do perfume, e vai aprimorando até chegar ao produto final, cuja fórmula, de propriedade do comprador, sai por aproximadamente 10 mil euros (R$ 22.900).

20/09/11

Mulheres gordinhas fazem sexo no primeiro encontro

Gordinha nuaMulheres acima do peso e homens que traem suas esposas estão mais dispostos a fazer sexo no primeiro encontro. A conclusão é de um estudo feito com 10 mil pessoas na Inglaterra.
De acordo com a pesquisa, as mulheres mais gordinhas estão mais abertas a fazer sexo quando resolvem encontrar alguém que conheceram em um site de relacionamentos.
Do lado dos homens, os tipos atléticos e aqueles que já estavam casados se declararam mais dispostos a ir até o fim em um primeiro encontro.
Um porta-voz do site de relacionamentos freedating.co.uk, que conduziu o levantamento, disse: “Há uma série de mitos urbanos ligando características pessoais ao primeiro encontro. Nosso objetivo foi observar se conseguimos confirmar ou derrubar esses mitos, além de descobrir coisas menos óbvias sobre o assunto.”

02/09/11

Bogotá tem café, história, natureza, arte, livros... e as Farc não estão nas ruas

Experimentar o tradicional café colombiano, percorrer as calles (ruas) do antigo bairro La Candelaria, onde concentra-se boa parte dos monumentos que marcam a história política da Colômbia, fazer um passeio de chiva noturno, jantar em uma região badalada e ainda subir em Monserrate para conferir uma paisagem maravilhosa do alto da montanha são programas que podem dar uma visão geral, diferente e panorâmica de Bogotá.

Capital de um país que sofre com a imagem negativa das guerrilhas e do narcotráfico, Bogotá surpreende pela tranqüilidade e pela hospitalidade de seu povo chevere, gíria falada nas ruas que significa "bacana".
Fundada em 1538 pelos espanhóis, Bogotá não é diferente das grandes cidades da América Latina em termos de violência, trânsito e vida cultural ativa. Pontuada por museus que exibem desde a arte pré-colombiana até a contemporânea e por 19 bibliotecas, a capital colombiana exala cultura e esbanja atrações durante todo o ano. Rock al Parque é um dos tradicionais festivais de música de Bogotá, que tem como cenário o parque Simon Bolívar. Outro evento que atrai visitantes do mundo todo é o Festival Iberoamericano de Teatro. O turismo de negócios também tem sido muito forte na capital, que liderou o ranking de maior número de visitas de todo o país em 2007.

Durante boa parte do ano, a cidade mantém uma temperatura constante de 14ºC e é comum presenciar a garoa que cai durante a tarde, uma chuva um tanto diferente -os pingos são mais grossos- que abaixa rapidamente a temperatura. Por isso, agasalho e guarda-chuva são dois itens imprescindíveis para não passar frio em Bogotá.

A 2.640 metros de altitude, a capital da Colômbia não possui grande quantidade de prédios altos, eles concentram-se apenas no centro, e a paisagem é marcada pelos morros que a cercam. Por isso, é possível avistar parte do território bogotano de qualquer região da cidade, principalmente se estiver em pontos mais elevados.

É comum o turista sentir desconforto por conta de altitude nos primeiros dias e, para aliviar essa sensação, recomenda-se tomar o chá de coca, comercializado em lojas de produtos naturais e em algumas feiras de artesanías (artesanato) na capital.

Ao contrário das expectativas de muita gente que chega a Bogotá D.C., antigamente conhecida por Santa Fé de Bogotá, a cidade é mais normal do que parece. Os policiais armados que você verá na rua podem assustar a princípio e causar um pouco de medo. Mas logo o turista irá perceber que esses policiais vestidos com trajes camuflados de Exército e com armas pesadas são ótimas fontes de informação, sempre dispostos a ajudar. Os policiais ficam em pontos estratégicos, perto de centros comerciais e do centro internacional, onde concentram-se os edifícios de negócios da região. Mesmo assim, esteja preparado para ter suas malas, bolsas e sacolas revistadas pela polícia, tanto no embarque e desembarque no aeroporto quanto na entrada de museus, bibliotecas e de alguns prédios comerciais.

Em constante transformação, Bogotá desfruta de dois títulos internacionais importantes adquiridos nos últimos anos. Foi eleita Capital Mundial do Livro em 2007 -o título tem a duração de um ano- e ganhou o prêmio Leão de Ouro como a melhor cidade por sua transformação social, econômica e cultural na 10ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, na Itália, em outubro de 2006. O país investe no turismo sustentável e quer recuperar a imagem de pólo turístico internacional afetada pelos episódios que envolvem a guerrilha e o narcotráfico.

O bairro da Candelaria, ao redor da Plaza de Bolívar, que leva o nome do revolucionário responsável pela independência de vários territórios da América Espanhola, pode lembrar alguns aspectos do Pelourinho, de Salvador, principalmente por conta das casas coloridas. A ciclovia, montada nas ruas da cidade aos domingos, é a maior da América Latina.

Os arredores da capital oferecem diversas atrações, como a Catedral do Sal, em Zipaquirá, e o bar-restaurante Andrés Carne de Res, no pueblo (município) vizinho de Chía. Ambos estão ao norte da cidade.

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01/09/11

Depois da descoberta do Viagra, o que ainda falta para eles?

Enquanto as mulheres enfrentam dificuldades para sentir desejo ou atingir o orgasmo, o problema sexual que mais aflige os homens é a disfunção erétil. No caso deles a solução está, em parte, dentro de um comprimido: o Viagra. O remédio completa 13 anos de mercado ao lado de outras pílulas que também prometem potência na cama. Mas a sexualidade masculina pode ser mais complexa do que se imagina, diz o urologista americano Arthur Burnett, do hospital Johns Hopkins. Ele afirma que os homens também colecionam causas psicológicas para a dificuldade de desempenho e que é preciso compreender o homem moderno além de prescrever receitas.

Em entrevista ao iG, Burnett fala sobre sexualidade e reflete a respeito dos medicamentos para ereção como uma questão mais ampla, que envolve as duas partes do casal. O profissional comenta ainda a dificuldade em tratar a falta de libido nas mulheres – o que elas farão com homens tão potentes?

iG: O Viagra está há mais de uma década no mercado. Fazendo um balanço, qual a grande contribuição do remédio para a sexualidade dos casais e qual o próximo passo que podemos esperar?
Arthur Burnett: O grande fenômeno foi poder tratar de forma efetiva o problema de disfunção com um remédio via oral. Há 20 anos não pensávamos nisso: eram tratamentos com ervas que não sabíamos se funcionavam ou cirurgias e próteses. Avançamos nos estudos para entender a ereção e, nesse caminho, outros aspetos ganharam mais atenção. Mas não curamos o problema da ereção de maneira sustentável, ainda falamos de um remédio que você tem que tomar regularmente para funcionar.

iG: Existem causas orgânicas que dificultam a ereção de um homem. Mas, assim como ocorre com as mulheres, outros fatores os perturbam psicologicamente e alteram o desempenho na cama?
Arthur Burnett: Estamos acostumados a separar as causas físicas das emocionais. Listamos condições médicas, como diabetes e problemas de coração, e colocamos ao lado as questões emocionais, como a ansiedade de performance e crises na relação amorosa. Mas a ereção é uma resposta complexa do corpo e tem ainda a interação do cérebro. Em muitos homens o problema está na mistura dos fatores, é complexo.

iG: Então podemos dizer que a sexualidade masculina é complexa como a feminina, e não baseada só no pênis como diz o senso comum?
Arthur Burnett: No senso comum usamos a imagem do computador para explicar como consertar a disfunção sexual em cada gênero: a do homem é resumida em um botão e a da mulher em muitos botões complicados... Mas a verdade está no meio do caminho. Os problemas masculinos têm outras variáveis como ansiedade e orientação sexual. Alguns pacientes querem a prescrição do remédio para conseguir a ereção e também desejam tratar essas questões, então eu os encaminho para psicoterapeutas.

Devemos mudar nossa forma de pensar. Não dá para dizer ao paciente ‘olha, você já tem uma ereção, já tem o Viagra, pode ir embora do consultório’. Achamos uma solução que responde bem, mas temos que reconhecer outras complexidades do homem moderno. Além disso, as pessoas podem responder melhor ao remédio se melhorarem o estilo de vida.

iG: Pensando na realidade dos casais, o Viagra melhorou muito a situação para os homens. Mas como o remédio mudou o sexo para as mulheres? Agora elas têm parceiros que podem estar sempre potentes, mas isso não garante que estejam satisfeitas sexualmente.
Arthur Burnett: Tivemos que reconhecer que a atividade sexual trata de duas pessoas funcionando juntas, e isso chamou a atenção para a questão feminina também. Hoje temos mais compreensão que a sexualidade é uma questão do casal. E uma falta de lubrificação da mulher, por exemplo, mostra que o problema está na dinâmica dos dois.

iG: O Viagra deve ter estimulado homens com problemas de ereção a procurar ajuda médica. Mas mesmo assim será que eles ainda demoram muito para assumir que o problema está em si? Primeiro culpam o casamento, a rotina, o estresse...
Arthur Burnett: Sim. Com o remédio existe uma forma de lidar com o problema de forma efetiva. Antes o médico não gostava nem de entrar na discussão porque não tinha uma resposta para a condição do paciente. Agora ele tem. Mas é muito possível que homens ainda demorem a assumir. Eles são teimosos e tendem a culpar o entorno, é parte da natureza masculina.

iG: Homens ainda têm vergonha de contar para a parceira que tomam remédio para garantir a ereção?
Arthur Burnett: Sim, muitos tomam escondido. É difícil para eles. Por outro lado alguns querem tomar para se exibir, baseados no mito que ficarão por horas com uma ereção. Nem sempre é o casal que vem ao consultório.

iG: Há alguns anos é estudada uma versão feminina do Viagra, mas nada foi aprovado. Porque as soluções para as mulheres são mais difíceis?
Arthur Burnett: Ainda temos um longo caminho até desenvolver uma solução que funcione do mesmo jeito para as mulheres. Nelas o problema dominante é na libido e isso envolve hormônios e outros aspectos. Elas podem até ter mais lubrificação com remédio, mas isso não resolve a libido. Urologistas e ginecologistas nem querem tratar de assuntos da sexualidade feminina porque não têm muito que oferecer. Esse é o desafio.

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